A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal divulgou nessa terça-feira (20/1) o resultado provisório do edital DF Folia 2026, que define os blocos de rua a desfilar apoiados com recursos públicos no Carnaval de 2026, que ocorre em fevereiro.
Apesar do alto número de inscrições, diversos blocos não foram classificados, mesmo com pontuações expressivas. Entre os destaques que ficaram de fora estão alguns tradicionais, como o Menino de Ceilândia, o Tesourinha, As Leis de Gaga e o Suvaquinho da Asa.
O processo seletivo do DF Folia 2026 ainda está em fase recursal até esta quinta-feira (22/1), e os blocos que não foram classificados podem apresentar recurso dentro do prazo previsto, antes da divulgação do resultado definitivo nesta sexta-feira (23/1) pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Confira lista completa
Como funciona a classificação
O edital do DF Folia 2026 divide os blocos em categorias de acordo com porte e histórico: Novo, Pequeno, Médio, Grande, Super, Mega e Território Folia. Cada categoria tem um número limitado de vagas, e a classificação depende exclusivamente da pontuação obtida pelos blocos.
A avaliação considera critérios objetivos, como histórico de atuação, público das edições anteriores, capacidade de execução e proposta artística e organizacional para o Carnaval de 2026.
Não existe uma nota máxima única. A pontuação serve para ranquear os blocos dentro de cada categoria. Ou seja, mesmo um bloco com nota alta pode ficar de fora se houver mais grupos com pontuação próxima do que vagas disponíveis.
No resultado provisório, por exemplo, a maior nota do Grupo Grande foi 20,7 (Bloco Afro Àsé Dúdú), do Grupo Super 20,5 e do Grupo Médio 19,2. Pontuações acima de 18 já são consideradas muito altas, mas a classificação final depende do ranking e do número de vagas da categoria.
Suvaquinho da Asa
O Suvaquinho da Asa, versão infantil do tradicional Suvaco da Asa, criado seis anos antes, informou em nota que apresentará recurso administrativo para solicitar a revisão da decisão e entender quais aspectos do projeto motivaram a não classificação.
Segundo o presidente do bloco, Pablo Feitosa, o projeto cumpriu todos os critérios do edital, incluindo acessibilidade, diversidade, estrutura e histórico de atuação, e que apenas o tempo de existência garantiu quase metade da pontuação total prevista.
“Trata-se praticamente do mesmo edital do ano passado, quando fomos contemplados. Cumprimos todos os quesitos e apresentamos as devidas comprovações. O que mudou foi apenas o resultado”, afirmou Feitosa.
A organização também questionou a escolha dos blocos contemplados: “Ficamos perplexos ao ver eventos contemplados que, na nossa avaliação, não surgiram como manifestações carnavalescas tradicionais, enquanto blocos voltados às crianças, como o Suvaquinho da Asa, o Menino de Ceilândia e o Tesourinha, ficaram de fora. Nosso objetivo sempre foi promover um carnaval lúdico, inclusivo e seguro para a infância.”
O que diz a Secretaria de Cultura
Procurada, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF esclareceu que o edital não prevê a figura de “bloco parceiro” e que todas as propostas são avaliadas de forma individual, com base em critérios objetivos previamente estabelecidos.
A pasta ressaltou ainda que a categoria Pequeno é altamente competitiva. “São apenas 20 vagas para 61 blocos inscritos. O processo seletivo segue em fase recursal, permitindo que os blocos não contemplados apresentem recurso dentro do prazo previsto”, informou.



