O que disseram motoristas de ônibus atacados em regiões do DF

O que disseram motoristas de ônibus atacados em regiões do DF


Após os ataques a 57 ônibus da empresa Urbi Mobilidade Urbana em diferentes regiões do Distrito Federal — entre elas Taguatinga, Recanto das Emas, Ceilândia e Samambaia — motoristas vítimas da violência prestaram depoimento em delegacias da unidade federativa.

Um dos casos é apurado pela 26ª Delegacia de Polícia, em Sambaia. Um motorista relatou que, por volta das 19h48, conduzia o ônibus quando percebeu um forte impacto no para-brisa, que acabou danificado. Segundo ele, não foi possível visualizar a pessoa ou o veículo responsável pelo ataque, nem identificar o objeto arremessado. O choque provocou o estilhaçamento do vidro frontal, com desprendimento de fragmentos, comprometendo a integridade do para-brisa.


Entenda os ataques

  • Ao menos 57 ônibus da empresa Urbi Mobilidade Urbana foram atacados na noite dessa quinta-feira (15/1);
  • O ataque orquestrado aconteceu em diferentes regiões do Distrito Federal, como Taguatinga, Recantos das Emas, Ceilândia e Samambaia;
  • Os rodoviários foram às unidades policiais fazer boletim de ocorrência depois que os veículos sofreram ataques com pedras, bolinhas de gude e outros objetos;
  • Sete pessoas entre passageiros e profissionais tiveram ferimentos leves com os ataques;
  • Informações preliminares indicam que o ataque articulado pode ter sido represália por causa da demissão de alguns rodoviários da empresa Urbi Mobilidade Urbana nesta semana.
  • A empresa diz que não houve demissão em massa e apenas três funcionários foram desligados;
  • Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil do DF investiga o caso

Outro ataque também em Samambaia ocorreu quando o coletivo seguia de Taguatinga em direção ao Terminal de Samambaia Norte. Ao passar pela quadra QR 615, o motorista ouviu o barulho de vidro quebrando. Ao parar o veículo para verificar, constatou que a janela do lado esquerdo estava destruída e encontrou uma peteca sobre o banco de um passageiro. Ele acredita que o objeto tenha sido lançado com o uso de um estilingue.

A Polícia Civil do Dstrito Federal (PCDF) pede que informações sobre os ataques sejam denunciadas através do Disk-denuncia, pelo número 197.

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Ataque orquestrado foi feito em várias regiões do DF, como Ceilândia, Taguatinga e Recanto das Emas
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Ataque orquestrado foi feito em várias regiões do DF, como Ceilândia, Taguatinga e Recanto das Emas

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Ao menos 57 ônibus foram atacados
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Ao menos 57 ônibus foram atacados

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Os rodoviários foram às unidades policiais fazer boletim de ocorrência depois que os veículos sofreram ataques com pedras, bolinhas de gude e outros objetos.
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Os rodoviários foram às unidades policiais fazer boletim de ocorrência depois que os veículos sofreram ataques com pedras, bolinhas de gude e outros objetos.

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Informações preliminares indicam que o ataque articulado pode ter sido represália por causa da demissão de alguns rodoviários da empresa Urbi Mobilidade Urbana nesta semana
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Informações preliminares indicam que o ataque articulado pode ter sido represália por causa da demissão de alguns rodoviários da empresa Urbi Mobilidade Urbana nesta semana

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Em nota, a Urbi informou que a informação sobre a demissão não procede
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Em nota, a Urbi informou que a informação sobre a demissão não procede

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
@hugobarretophoto

A empresa diz que não houve demissão em massa e apenas três funcionários foram desligados;
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A empresa diz que não houve demissão em massa e apenas três funcionários foram desligados;

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Segundo o presidente do Sindicato de Rodoviários do Distrito Federal, João Dão, não se sustenta também a suspeita de que os ataques estejam relacionados às recentes demissões promovidas pela empresa Urbi
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Segundo o presidente do Sindicato de Rodoviários do Distrito Federal, João Dão, não se sustenta também a suspeita de que os ataques estejam relacionados às recentes demissões promovidas pela empresa Urbi

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Sete pessoas tiveram ferimentos leves durantes os ataques. Três são passageiros que estavam nos ônibus
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Sete pessoas tiveram ferimentos leves durantes os ataques. Três são passageiros que estavam nos ônibus

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Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil do DF investiga o caso
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Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil do DF investiga o caso

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Dos ônibus da frota disponíveis, 47 deles foram recuperados
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Dos ônibus da frota disponíveis, 47 deles foram recuperados

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Enquanto outros 10 tiveram que ficar na garagem da empresa
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Enquanto outros 10 tiveram que ficar na garagem da empresa

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Ceilândia

Um motorista registrou ocorrência na 15ª Delegacia de Polícia. Ele contou que trafegava pela QNM 18, em frente ao Conjunto D, quando ouviu um barulho intenso e percebeu que o vidro lateral esquerdo, próximo ao eixo traseiro, havia sido quebrado. O condutor parou o ônibus em uma parada e notou que outro coletivo, estacionado à frente, apresentava o mesmo tipo de dano, no mesmo ponto do veículo. No local, foi encontrada uma bola de gude no chão, que provavelmente teria sido arremessada contra o ônibus. O motorista afirmou não ter visto os autores, já que tudo ocorreu rapidamente, e destacou que ninguém ficou ferido. Um passageiro chegou a comentar que o objeto teria sido lançado por ocupantes de um veículo, mas não soube fornecer mais detalhes.

Taguatinga

Um motorista procurou a 17ª Delegacia de Polícia após ter o ônibus atacado nas proximidades da parada em frente ao JK Shopping, no sentido Ceilândia. Ele relatou que ouviu o barulho de vidro quebrando e, ao descer do veículo, constatou que uma pessoa desconhecida havia arremessado uma bola de gude contra a janela do lado esquerdo, mais próxima da parte frontal. O motorista não conseguiu identificar o autor, mas informou ter tomado conhecimento de que, naquela região, pessoas estariam lançando bolas de gude contra veículos que passavam pelo local.

Assista:

O que diz a Urbi

Procurada, a Urbi se manifestou por meio de nota. A empresa repudiou os ataques e confirmou que o ato prejudicará a prestação de serviço nos próximos dias. “Essas ações colocam em risco a vida dos passageiros, integrantes e demais pessoas, além de impactarem diretamente na prestação de um serviço essencial à população, no exercício do direito de ir e vir”.

A Urbi ainda repudiou os ataques e diz estar colaborando para a elucidação do crime: “As autoridades competentes foram acionadas imediatamente e a Urbi está colaborando integralmente com as investigações, fornecendo todas as informações necessárias para a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos”.

A reportagem também tentou contato com o Sindicato dos Rodoviários do DF, mas não obteve resposta até a mais recente atualização deste texto. Encarregada de investigar o caso, a Polícia Civil do DF (PCDF) não informou se alguém havia sido preso. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.



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