Após mais de 60 dias sem notícias, o caso da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado (foto em destaque), 47 anos, continua sem solução. Ela saiu de casa, em Alexânia (GO), no Entorno do Distrito Federal, em 1º de novembro de 2025, e nunca mais foi vista
Ao Metrópoles a delegada de Corumbá de Goiás, Aline Lopes, responsável pela investigação, disse que há aproximadamente 10 dias recebeu dados em resposta aos pedidos de quebra de sigilo que protocolou judicialmente.
“Com base nesses dados, solicitamos novas buscas, que foram realizadas pelos bombeiros em uma área ampliada em relação à busca inicial. Contudo, lamentavelmente, nada foi encontrado”, afirmou.
De acordo com Aline, não há informações adicionais que possam auxiliar na localização de Érika, neste momento. “Todas as diligências cartorárias não revelaram informações relevantes, como o uso de plataformas digitais ou atividade nas contas bancárias. Nenhum cartão de crédito foi utilizado e nenhum outro indício além dos já conhecidos foi identificado”, ressaltou a delegada.
Investigações
A biomédica foi vista pela última vez quando saiu de carro para comprar ração para o cachorro e arrumar o carro para uma viagem que faria até Jataí, no sudoeste goiano, em visita ao pai.
De acordo com a delegada que investiga o caso, algumas coisas sobre o comportamento de Érika chamaram a atenção. “No dia do desaparecimento, ela fez as transferências para a mãe, no valor de R$ 10,4 mil”, comentou.
Além disso, a delegada fez uma busca no computador da biomédica, que ela deixou para trás. “Descobrimos que ela tinha confidenciado a amigos que estava muito triste e insatisfeita com o momento atual dela, e que a vontade dela era de desaparecer e ficar no meio do mato, para que ninguém a achasse”, comentou.
“Não descartamos nenhuma linha de investigação, mas isso reforçou a hipótese de que foi um afastamento voluntário”, pontuou Aline.

